Às 9h45 (horário de Brasília) desta sexta-feira (26), o contrato de agosto do petróleo WTI anotava expressiva queda de 3,11% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), cotado a US$ 69,68/barril. O vencimento de setembro do Brent recuava 3,21% na Intercontinental Exchange (ICE), negociado a US$ 73,08/barril. Os futuros caminham para encerrar a semana com perda acumulada de mais de 8%.

Ontem (19), o WTI avançou 2,25%, a US$ 71,92/barril, e o Brent subiu 2,21%, a US$ 75,50/barril. O mercado acabou impulsionado pela informação de que a Organização Marítima Internacional (IMO) suspendeu uma operação de evacuação destinada a retirar centenas de navios e milhares de tripulantes retidos na região do Estreito de Ormuz, após um ataque contra uma embarcação operada por Taiwan no Golfo de Omã.

Devido ao ocorrido, menos embarcações transitaram pelo Estreito de Ormuz nesta sexta-feira. No entanto, pelo menos quatro petroleiros, cada um com capacidade máxima de 2 milhões de barris, e dois superpetroleiros conseguiram entrar no Golfo para carregar petróleo, pressionando ainda mais os preços globais do combustível.

O governo iraniano reafirmou hoje mais cedo seu direito de controlar a navegação pelo estreito e alertou os estados do Golfo contra qualquer alinhamento com os Estados Unidos. As negociações para um cessar-fogo permanente na região seguem no radar.

Também pesava sobre os preços do combustível a informação de que audi Aramco retomou hoje o carregamento de petróleo em seu terminal de Ras Tanura, no Golfo Pérsico, após uma paralisação de quase quatro meses.