Às 9h10 (horário de Brasília) desta quinta-feira (21), o contrato de julho do petróleo WTI apresentava expressiva alta de 2,19% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), cotado a US$ 100,41/barril. O vencimento de mesmo mês do Brent anotava forte avanço de 1,64% na Intercontinental Exchange (ICE), negociado a US$ 106,74/barril.

Ontem (20), o WTI caiu 5,70%, a US$ 98,26/barril, equanto o Brent despencou 5,62%, a US$ 105,02/barril.

Nesta manhã, os preços do petróleo voltavam a subir, com os investidores repercutindo a informação de que o Líder Supremo do Irã emitiu uma diretiva para que o urânio enriquecido, próximo ao grau de pureza necessário para armas nucleares, não seja enviado para o exterior. O posicionamento endurece a posição de Teerã em relação a uma das principais exigências dos Estados Unidos nas negociações de paz no Oriente Médio.

Também dava suporte aos preços a declaração do chefe da ADNOC, empresa estatal de petróleo dos Emirados Árabes Unidos, que o fluxo total de petróleo pelo Estreito de Ormuz não retornará antes do primeiro ou segundo trimestre de 2027, mesmo que o conflito no Oriente Médio terminasse agora.

A declaração se dá um dia após três navios atravessaram com sucesso a rota, transportando uma carga combinada de 6 milhões de barris de petróleo com destino à Coreia do Sul e à China.

Por fim, ainda repercutia a atualização da Administração de Informação de Energia (EIA) que os estoques de petróleo dos EUA recuaram 7,863 milhões de barris na semana encerrada em 15 de maio, para 445,0 milhões de barris (sem contar a reserva estratégica), ante projeção do mercado de queda de 2,500 milhões de barris.