O contrato de maio do petróleo WTI negociado na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex) terminou esta quarta-feira (25) em expressiva queda de 2,19%, cotado a US$ 90,32/barril. O vencimento de junho para o Brent recuou 2,96% na Intercontinental Exchange (ICE), negociado a US$ 97,26/barril.
Neste pregão, os preços do combustível foram pressionados pelos rumores de negociações entre os Estados Unidos e o Irã, após as recentes insistências do governo norte-americano em avançar para um acordo de cessar-fogo com Teerã.
Os rumores sugerem que o governo Trump apresentou uma proposta de cessar-fogo em 15 pontos para Teerã. Apesar dos esforços, as Forças Armadas dos EUA se preparam para enviar tropas ao Oriente Médio. A informação pública é que o Irã rejeitou o acordo e divulgou uma contraproposta, afirmando que qualquer negociação será conduzida se o outro lado “seguir seus próprios termos”.
A Administração de Informação de Energia (EIA) divulgou que os estoques de combustíveis nos Estados Unidos avançaram 6,926 milhões de barris na semana encerrada em 20 de março, para 456,2 milhões de barris, ante projeção do mercado de baixa de 1,300 milhão de barris. Na semana anterior, havia sido registrado um aumento de 6,156 milhões de barris.
Limitando maiores perdas, o ministro das Finanças da França, Roland Lescure, afirmou que 30% a 40% da capacidade de refino de petróleo do Golfo Pérsico foi danificada ou destruída no confronto.
No radar, a informação do The New York Times de que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou a destruição total da indústria armamentista iraniana até a próxima quinta-feira (2). De acordo com a Axios, autoridades dos EUA e do Irã devem se reunir pessoalmente para debater o acordo.