Às 09h (horário de Brasília) desta sexta-feira (13), o contrato de abril do petróleo WTI registrava expressiva queda de 2,34% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), cotado a US$ 93,49/barril. O vencimento de maio para o Brent recuava 1,45% na Intercontinental Exchange (ICE), negociado a US$ 99,00/barril. Por outro lado, na parcial da semana, o combustível acumula ganho de 2,85% e 6,81%, respectivamente. 

No último pregão (12), a commodity energética avançou 9,74% na Nymex, a US$ 95,73/barril, e 9,21% na ICE, a US$ 100,46/barril. 

Nesta manhã, os preços do combustível eram pressionados pelo alívio do mercado com o fornecimento da commodity energética, em meio a perspectivas de uma possível flexibilização no bloqueio do Estreito de Ormuz. De acordo com um funcionário do governo da Índia, um navio-tanque com a bandeira do país partiu da região leste da rota carregando gasolina com destino à África. 

Além disso, os Estados Unidos emitiram uma permissão de 30 dias para países comprarem petróleo e derivados sancionados da Rússia. Segundo o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, a medida foi feita para estabilizar os mercados globais de energia, afetados pela guerra.

Bessent também afirmou, em entrevista à Sky News, que a Marinha dos EUA vai escoltar navios pelo Estreito de Ormuz no momento em que se tornar militarmente possível. A autoridade declarou que a medida só poderá ser conduzida se feita com uma coalizão internacional. 

Na véspera, a Agência Internacional de Petróleo (AIE) anunciou a liberação recorde de 400 milhões de barris das reservas de petróleo emergenciais de seus países membros para mitigar a alta nos preços da commodity no mercado global.