O contrato de julho do petróleo WTI negociado na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex) encerrou esta quinta-feira (4) em expressiva baixa de 3,1%, cotado a US$ 93,04/barril. O vencimento de agosto do Brent cedeu 2,84% na Intercontinental Exchange (ICE), negociado a US$ 95,03/barril.
Neste pregão, os preços foram pressionados pelo cessar-fogo entre Israel e Líbano, divulgado na noite de quarta-feira (3). O acordo aumentou as expectativas dos investidores de que um entendimento mais amplo possa ser alcançado entre Washington e Teerã, reduzindo os riscos de interrupções no fornecimento global de petróleo.
O mercado acompanha especialmente a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. O Irã já sinalizou que qualquer avanço nas negociações dependerá, em parte, do encerramento dos confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo libanês apoiado por Teerã.
No campo político, os investidores também repercutiram a aprovação, pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, de uma resolução que busca limitar a capacidade do presidente Donald Trump de ampliar o envolvimento militar norte-americano no conflito com o Irã.
A medida, contudo, ainda precisa ser aprovada pelo Senado e, posteriormente, superar um eventual veto presidencial, cenário considerado pouco provável pelos analistas.
Por outro lado, as perdas do petróleo foram parcialmente limitadas por notícias relacionadas à oferta global. O vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak, reconheceu nesta quinta-feira que a produção de petróleo do país caiu desde o início do ano devido a manutenções não programadas em refinarias.
Foi a primeira vez que uma autoridade russa admitiu oficialmente uma redução na produção desde o início das interrupções operacionais.