Às 09h (horário de Brasília) desta quinta-feira (12), o contrato de abril do petróleo WTI registrava expressiva alta de 6,25% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), cotado a US$ 92,70/barril. O vencimento de maio para o Brent avança 6,63% na Intercontinental Exchange (ICE), negociado a US$ 98,08/barril. Na parcial da semana, o combustível acumula ganho de 2,00% e 5,76%, respectivamente.
No último pregão (11), a commodity energética avançou 4,55% na Nymex, a US$ 87,25/barril, e 4,76% na ICE, a US$ 91,98/barril.
Nesta manhã, os preços do combustível eram impulsionados pelos recentes desdobramentos do conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, aumentando as incertezas com a oferta da commodity energética produzida no Oriente Médio. De acordo com um relatório da Agência Internacional de Petróleo (AIE), a guerra está causando “a maior interrupção de fornecimento na história dos mercados globais”.
Ainda segundo o documento, os países do Golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos e Iraque, reduziram a produção de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia (bpd), equivalente a cerca de 10% da demanda global de combustível.
Na véspera, a entidade anunciou a liberação recorde de 400 milhões de barris das reservas de petróleo emergenciais de seus países membros para mitigar a alta nos preços da commodity no mercado global. Contudo, o mercado segue avaliando os impactos com cautela e incerto de que a medida realmente seja efetiva.
Durante a noite, barcos iranianos carregados com explosivos atacaram dois navios-tanque de combustível em águas iraquianas, incendiando as embarcações. Além disso, o Hezbollah libanês lançou a sua maior ofensiva com foguetes na guerra atual, causando retaliações israelenses na capital Beirute.
O movimento do grupo levantou temores de que os houthis do Iêmen poderiam se juntar ao lado do Irã na batalha, o que pressionaria ainda mais a navegação de petroleiros no Mar Vermelho, alvo constantemente visado pela organização.
O Mar Vermelho voltou a ser estratégico para o escoamento de petróleo da Árabia Saudita. O governo do país aumentou, na última semana, as exportações de combustível pela rota.