Às 8h14 (horário de Brasília) desta quarta-feira (29), o contrato de setembro do petróleo WTI registrava expressiva alta de 4,90% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), cotado a US$ 83,14/barril. O vencimento de outubro para o Brent avançava 4,58% na Intercontinental Exchange (ICE), negociado a US$ 85,86/barril. Por outro lado, na parcial da semana, o combustível acumula perda de 7,02% e 6,45%, respectivamente.
No último pregão (28), o WTI cedeu 4,06%, a US$ 79,26/barril, enquanto o Brent anotou perda de 4,41%, a US$ 82,08/barril.
Nesta manhã, os preços do combustível eram impulsionados pela nova escalada das tensões no Oriente Médio, após ataques dos Estados Unidos e da Arábia Saudita contra grupos apoiados pelo Irã no Iraque.
Os bombardeios aconteceram horas depois que os militares norte-americanos evitaram um ataque surpresa iraniano contra as tropas na região. A administração de Teerã também informou que disparou contra navios no Estreito de Ormuz e contra bases dos EUA na Jordânia.
O governo iraniano rejeitou a proposta de Omã para a gestão conjunta da rota marítima, frustrando o otimismo do mercado com uma possível resolução do impasse que paralisa o escoamento energético da região.
Enquanto isso, o grupo paramilitar Houthi, do Iêmen, está considerando taxar navios comerciais que navegam pelo sul do Mar Vermelho, conforme informado por fontes regionais à Reuters.
Enquanto isso, o Instituto Americano de Petróleo (API) divulgou ontem que os estoques dos EUA avançaram 3,296 milhões de barris na semana passada. Os números do API são considerados uma prévia dos dados oficiais da Administração de Informação de Energia (EIA), que sairão hoje.