A Petrobras e a Petróleos Mexicanos (Pemex) assinaram nesta terça-feira (23) um Memorando de Entendimento (MoU) para estabelecer uma cooperação estratégica e técnica voltada à avaliação, desenvolvimento e eventual execução de projetos na indústria de hidrocarbonetos.

O acordo prevê a identificação de oportunidades conjuntas nas áreas de Exploração e Produção (E&P), processos industriais e intercâmbio de experiências sobre aspectos regulatórios e institucionais do setor energético.

Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a parceria pode abrir novas oportunidades para a companhia brasileira no mercado mexicano.

“Este é um instrumento de cooperação estratégica com potencial relevante para a Petrobras, que pode posicionar a companhia como parceira da Pemex em um cenário de fortalecimento da exploração e produção de petróleo no México. Temos interesse na exploração no Golfo do México mexicano, no incremento da produção de campos maduros e em processos industriais de refino, petroquímica e fertilizantes. Certamente a parceria entre as duas estatais será proveitosa para ambos os países”, afirmou.

Na área de E&P, as empresas avaliarão iniciativas relacionadas à revitalização de campos maduros, reprocessamento sísmico e oportunidades exploratórias em águas profundas e ultraprofundas, incluindo ativos localizados no Golfo do México. O acordo também contempla a troca de conhecimentos técnicos, tecnologias e melhores práticas, aproveitando a experiência da Petrobras em operações offshore de alta complexidade.

No segmento industrial, o memorando abrange possíveis projetos em refino, petroquímica, fertilizantes, processamento de gás natural e recuperação de líquidos. A cooperação também poderá envolver iniciativas voltadas à eficiência energética, redução de emissões, captura e armazenamento de carbono (CCS) e produção de combustíveis de menor intensidade de carbono.

Além disso, as companhias compartilharão experiências relacionadas à segurança operacional, confiabilidade de ativos e proteção ambiental.

O memorando terá validade inicial de dois anos, com possibilidade de renovação. O documento não estabelece compromissos vinculantes de investimento nem cria qualquer sociedade, consórcio ou joint venture entre as empresas.

Eventuais projetos identificados ao longo da cooperação dependerão de negociações específicas, análises de viabilidade econômica e técnica, além das aprovações internas e regulatórias exigidas por cada companhia.