Há um decréscimo mundial da participação da União Europeia (UE) na importação de carne bovina, que caiu pela metade desde 2006, destaca estudo da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

Segundo a pesquisa, no período, o volume das exportações brasileiras para a UE caiu 51%, apesar do aumento de 79% no preço. O Leste Europeu também apresentou desaquecimento, com queda de 47% no valor e 59% no volume de carne exportada.
“O estudo nos mostra que precisamos estar mais abertos ao mercado mundial, principalmente aos mercados emergentes. Passamos muito tempo com o foco exclusivo na União Europeia e no Leste Europeu, e o que o levantamento revela é que essas regiões não concentram o melhor potencial no momento”, diz o analista de relações internacionais da entidade, Renan dos Santos.
De acordo com o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, vivemos um momento em que existe a abertura de um espaço para um posicionamento do Brasil em relação às exportações de carne. “Com a saída dos Estados Unidos da parceria Transpacífica, existe um recuo na ameaça que o país representava para a inserção do Brasil no mercado asiático. Esse é um momento de buscar um posicionamento com o setor para aproveitar as janelas de oportunidades que se abrem.”
Na avaliação de Santos, o Brasil precisa ter uma posição mais firme em diversas áreas, como a exposição de produtos, mas principalmente em relação ao Mercosul. “É muito difícil celebrar um acordo com o qual todos os países do bloco concordem.”