Após 20 dias do início do conflito militar no Oriente Médio, países ao redor do mundo passaram a adotar medidas para conter a alta dos preços do petróleo e do gás natural. Ao mesmo tempo, os governos buscam evitar uma crise de abastecimento de combustíveis em seus territórios.

Segundo a Reuters, as ações incluem a redução do consumo interno de petróleo e derivados tanto na indústria quanto na sociedade civil, restrição ou suspensão de exportações, aumento da capacidade produtiva e uso de reservas estratégicas para aliviar a escassez.

A Índia, por exemplo, proibiu que consumidores de gás natural encanado retenham ou reabasteçam botijões domésticos de gás liquefeito de petróleo (GLP). O governo também recomendou que refinarias ampliem a produção do combustível. Já a China anunciou a suspensão de embarques de combustíveis refinados e passou a liberar estoques de fertilizantes para produtores rurais, mesmo antes do início do plantio.

Na Austrália, o governo liberou reservas de gasolina e diesel para atender à demanda dos setores agrícola e de mineração. O Japão, parceiro comercial no segmento energético, solicitou a Camberra o aumento da produção de gás natural liquefeito (GNL).

Na União Europeia, regras de importação de gás estão sendo flexibilizadas. Lideranças do bloco demonstram preocupação com possíveis atrasos nas entregas de GNL e com o risco de desabastecimento. Na Itália, há discussões sobre a redução de impostos no setor para conter a alta dos preços.

Outros países, como a Coreia do Sul — que deve ampliar o uso de energia nuclear —, Tailândia, Filipinas e até o Brasil também adotam medidas para se adaptar ao cenário de escassez de combustíveis, segundo apuração da agência.