A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) anunciaram nesta sexta-feira (19) um investimento de US$ 1 milhão em pesquisas para fortalecer o combate à mosca-varejeira-do-novo-mundo (New World Screwworm – NWS) nas Américas.
O aporte será direcionado principalmente ao desenvolvimento de soluções para ampliar a produção de moscas estéreis, consideradas uma das principais ferramentas para controlar a disseminação da praga.
A técnica consiste na liberação de insetos esterilizados por meio de radiação. Ao cruzarem com moscas selvagens, esses insetos não geram descendentes, reduzindo gradualmente a população da praga nas áreas afetadas.
Segundo as agências da ONU, os esforços emergenciais de contenção podem exigir a produção de até 600 milhões de moscas estéreis por semana. Atualmente, a única instalação operacional dedicada a essa finalidade está localizada no Panamá e possui capacidade para produzir cerca de 100 milhões de insetos semanalmente.
A expectativa é que novas estruturas em desenvolvimento em Metapa de Domínguez, no México, e em Mission, no estado norte-americano do Texas, ampliem a oferta em até 400 milhões de moscas estéreis por semana nos próximos anos.
A preocupação internacional aumentou após a reintrodução da praga em países da América Central e no México. Neste mês, as autoridades sanitárias confirmaram também um foco nos EUA, marcando a primeira ocorrência da mosca-varejeira no país em mais de quatro décadas.
A NWS é considerada uma das pragas de maior impacto para a pecuária, pois suas larvas se alimentam de tecidos vivos de animais, provocando ferimentos graves, perda de produtividade e, em casos extremos, a morte dos hospedeiros.