O contrato de agosto do óleo de palma, negociado na Bolsa de Derivativos da Malásia (MDEX), encerrou a sessão desta sexta-feira (3) em leve baixa de 0,34%, cotado a US$ 1.095,25/tonelada; o vencimento de setembro caiu 0,45%, a US$ 1.100,75/t. Na semana, os futuros acumularam perdas de 1,35% e 1,48%, nesta ordem.
Essa foi a segunda queda semanal consecutiva anotada pela commodity, que vem sendo pressionada pela retração do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de oleaginosas, como o óleo de palma.
Também pesou negativamente sobre as cotações a informação da Reuters de que as importações indianas de óleo de palma totalizaram 492 mil toneladas em junho, queda de 10,5% na comparação com maio e o menor nível desde abril de 2025.
O veículo citou estimativas de cinco comerciantes familiarizados com o assunto. Os dados tratados como oficiais pelo mercado deverão ser divulgados na próxima semana pela Associação de Extratores por Solvente da Índia (SEA).
No radar, o implementação do B50 nesta semana na Indonésia, política que eleva para 50% a participação do biodiesel à base de óleo de palma na mistura com o diesel convencional. O governo estabeleceu um prazo de três meses de transição, para que as distribuidoras e postos de combustíveis vendam os estoques remanescentes de B40 (mandato anterior).