A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) elevou para 61% a probabilidade de formação do fenômeno El Niño entre maio e julho, segundo Relatório VIP divulgado pela DATAGRO.
O índice, divulgado na última quinta-feira (9), representa avanço em relação à estimativa anterior, de 45%, reforçando a tendência de antecipação do fenômeno.
De acordo com a DATAGRO, o aumento está associado ao avanço das anomalias positivas de temperatura subsuperficial no Oceano Pacífico equatorial e à ocorrência de ventos de oeste, fatores determinantes para o desenvolvimento do El Niño.
A NOAA projeta que o fenômeno deve persistir ao menos até o trimestre entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
A agência também aponta 25% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte no final de 2026, com anomalias superiores a 2,0°C na temperatura da superfície do mar.
No entanto, esse cenário depende da continuidade das condições atmosféricas favoráveis, especialmente dos ventos de oeste.
Segundo a DATAGRO, padrões semelhantes já foram observados em episódios marcantes, como 1982/83, 1997/98 e 2023/24, associados a eventos de El Niño forte ou “Super El Niño”.
No Brasil, esses períodos foram caracterizados por ondas de calor mais frequentes e irregularidade nas chuvas, principalmente no Centro-Sul.
A consultoria destaca que, caso o atual cenário se confirme, os impactos podem ser ainda mais relevantes, com efeitos significativos sobre o desenvolvimento das safras de 2027.
Para maiores detalhes, acesse o Relatório VIP na sessão de análises do Portal DATAGRO.