Pesquisa realizada pela Iteris, empresa especializada em tecnologia da informação, revela que o nível de automação de processos em empresas de médio e grande porte do agronegócio é ainda considerado relativamente baixo.

O levantamento consultou 180 empresas, das quais 76 ligadas ao agronegócio. Deste montante, aponta o estudo, apenas 16% das corporações executam uma gestão automatizada de processos por meio de procedimentos eletrônicos, especialmente via e-mail.
“Há preocupação do setor com esse aspecto que tem forte impacto na produtividade”, diz Sérgio Ferreira, sócio-diretor da Iteris e responsável pela pesquisa.
Fazendo o recorte somente para o setor do agronegócio, o levantamento destaca que 56% das empresas entrevistadas não atendem solicitações pela falta de automação e 54% atendem as solicitações fora do prazo. Já para 50% das empresas, as etapas dos processos não são claras/conhecidas, 40% apresentam problemas na comunicação entre áreas e 24% alegaram que são necessários muitos e-mails para um mesmo assunto.
Segundo Ferreira, a adoção de ferramentas de automação de processos “workflows” em empresas de agronegócio pode trazer melhorias sensíveis no tocante à gestão operacional, redução de custos, integração entre áreas e parceiros de negócios.
De acordo com o executivo, o estudo capta isso, já que os entrevistados declararam acreditar que a automação de processos poderá produzir ganhos de produtividade e os colaboradores terão mais tempo para focar em atividades de maior valor agregado ao negócio.
Ferreira destaca, ainda, que outro ganho importante que a automação de processos pode proporcionar às empresas do agronegócio é a redução dos problemas de comunicação. “Em muitos casos, por exemplo, o processo nasce no campo, mas termina em um departamento responsável por commodities em outra cidade.”