O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta terça-feira (25) em leve baixa de 0,32%, cotado a R$ 71,65/saca; o vencimento de novembro caiu 0,35%, a R$ 77,80/sc.
Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pelo leve recuo do dólar – fator que reduz a competitividade do milho brasileiro no mercado externo – e pela ampla disponilidade interna do cereal, resultado da finalização da colheita da segunda safra no Centro-Sul do Brasil.
Levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (21) mostra que os trabalhos alcançaram 92,2% da área cultivada, após um avanço semanal de quase 6 pontos percentuais em uma semana. No mesmo período da temporada passada, a colheita estava em 95,0%; na média dos últimos cinco anos, em 89,6%.
No entanto, maiores perdas foram limitadas pelo forte avanço do cereal na Bolsa de Chicago (CBOT). Por lá, deu suporte às cotações uma deterioração mais aguda das lavouras norte-americanas de milho, conforme divulgado na véspera (24) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
No radar, a informação do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral) de que o plantio da safra de verão 2026/27 já teve início no estado.