MT: Produtores de soja acumulam prejuízo de US$ 400 mil por dia

As fortes chuvas que caíram sobre o Mato Grosso em fevereiro pioram ainda mais a situação da BR-163, principal via de escoamento de grãos do Norte do estado e Sul do Pará para os terminais portuários de Miritituba e Santarém.

Segundo cálculo feito pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), para cada dia em que os portos ficam impedidos de embarcar mercadorias, o prejuízo para as empresas é de US$ 400 mil diários. De acordo com as entidades, esses são custos de elevação e “demurrage” (sobre-estadia).

As duas associações estimam que nesta safra serão embarcados pelos terminais de Miritituba e Santarém cerca de 7 milhões de toneladas de soja e milho. De acordo com empresas associadas, há caminhoneiros que levam 14 dias para transportar a mercadoria em um percurso de mil quilômetros. Nesse período, teria sido possível fazer uma viagem de ida e volta para Santos (SP) ou Paranaguá (PR).

O trecho de 178 km é conhecido dos caminhoneiros pela situação crítica que atravessa todos os anos em época de chuva, em que fotos constantemente publicadas na imprensa denunciam o caos: atoleiros, veículos tombados, filas intermináveis de veículos

A Abiove e a Anec destacam que as chuvas reduziram a capacidade de tráfego da rodovia de 800 para 100 caminhões/dia. E desde o dia 14 de fevereiro, já não chegam caminhões nos terminais fluviais de Miritituba (PA).