Após a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) apresentar pesquisa sobre o abate no Estado, a secretaria de Fazenda (Sefaz-MT) vai analisar com o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) o fluxo de saída de gado mato-grossense para abate em outros Estados.
A decisão é um dos encaminhamentos de reunião realizada pelo governo do Estado com representantes do setor produtivo e da indústria de Mato Grosso para discutir o Decreto nº 777, de 28 de dezembro de 2016, que revoga o artigo 5º do Anexo VI do Regulamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (RICMS), aumentando assim de 7% para 12% a alíquota sobre as operações interestaduais de gado em pé.
Por meio de um estudo realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a Famato mostrou que os 26 municípios que enviaram mais de 10% do seu abate total para outros Estados correspondem a 77% dos bovinos abatidos fora do MT.
Essa concentração mostra que o produtor do MT não tem interesse em enviar animais para serem abatidos em outros Estados, apenas o faz por falta de opção, diz a Famato. “A preocupação é justamente com esses municípios”, ressalta o diretor de relações institucionais da entidade, José Luiz Fidelis.