Dirigentes da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) estiveram reunidos com representantes do governo estadual para debater a cobranças de taxas sobre os serviços agropecuários.

A entidade pede a revogação do artigo 5º do Anexo VI que aumenta de 7% para 12% a alíquota de Regulamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (RICMS) sobre as operações interestaduais de gado em pé.
Segundo Vilmondes Tomain, diretor Administrativo e Financeiro da Famato, a medida irá prejudicar as comercializações do setor. Os 7% que pagamos hoje já é um valor alto. Se o Decreto for mantido o produtor não terá mais condições de vender gado em pé para outro estado”.
Ainda segundo Tomain, a grande maioria do gado mato-grossense é abatido dentro do estado, gerando renda e emprego nas regiões onde há plantas frigoríficas. “Apenas 4,5% da produção de Mato Grosso em 2016 foi abatida fora daqui. Entretanto há regiões em que não há frigoríficos e a única solução é vender o gado para ser abatido fora. Com o Decreto, a atividade nessas regiões vai sofrer um verdadeiro achatamento”.