Análise DATAGRO

Mercado de açúcar bruto em NY ampliou as perdas nesta quinta-feira, com a tela de Julho 2026 recuando 13 pontos para US$ 13,79 c/lb, acumulando queda de 48 pontos nos últimos cinco pregões.

NY #11: o spread Julho/Outubro aumentou de 47 para 55 pontos de carrego, refletindo o confortável superávit do Trade Flow global no curto prazo, sustentado pela disponibilidade de açúcar em origens exportadoras.

El Niño: NOAA elevou significativamente a probabilidade de ocorrência do fenômeno climático de intensidade muito forte, saindo de 37% para 63%.

El Niño: após três semanas consecutivas com anomalias próximas de +0,5°C, limite que caracteriza o início do fenômeno, a primeira semana de junho registrou novo aquecimento, com a TSM atingindo +0,7°C.

El Niño: os modelos de projeção indicam que o pico do aquecimento deverá ocorrer entre outubro e dezembro, com anomalias variando entre +1,8°C e +2,3°C. Caso exceda +2,0°C, esse será o sexto episódio de Super El Niño desde 1950.

EUA: exportações de etanol totalizaram 672 milhões de litros em abril (-0,9% A/A), somando 3,130 bilhões de litros no acumulado desde janeiro (+14,7% A/A), novo recorde para o período, segundo a USITC.

EUA: Canadá é o principal comprador do etanol norte-americano em 2026, com 1,028 bilhão de litros (32,8%), seguido pelos Países Baixos (17,4%) e pelo Brasil (8,7%).

EUA: USDA revisou para cima sua estimativa para a produção de açúcar na safra 26/27, de 7,992 para 8,222 milhões de toneladas, valor bruto, abaixo dos 8,367 milhões de toneladas registrados em 25/26.

EUA: pelo lado da demanda, o USDA elevou sua estimativa de consumo para 26/27 de 11,239 para 11,353 milhões de toneladas, o que, ainda assim, não impediu uma melhora no quadro de abastecimento.

EUA: dessa forma, a relação estoque/consumo foi revisada de 13,5% para 14,3% na safra 26/27, permanecendo, contudo, abaixo dos 15,9% observados em 25/26.

México: USDA revisou ligeiramente para cima sua estimativa para a produção de açúcar na safra 26/27 (Nov/Out), de 5,142 para 5,283 milhões de toneladas, valor bruto.

México: em linha com a maior disponibilidade do produto, a agência elevou sua projeção para as exportações mexicanas de açúcar, de 895 mil para 1,063 milhão de toneladas.
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