Às 9h45 (horário de Brasília) desta quarta-feira (1º), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava forte baixa de 5,00 pontos e 1,09%, cotado a US$ cents 452,75/bushel; o vencimento de julho recuava 4,50 pontos e 0,96%, a US$ cents 463,75/bushel. Na semana, os futuros acumulam perdas de mais de 2%.

Ontem (31), o contrato de maio subiu 0,44%, a US$ cents 457,75/bushel, fechando março com ganho acumulado de 2,06%; o vencimento de julho avançou 0,16%, a US$ cents 468,25/bushel, com valorização de 2,69% no mês.

Após ganharem fôlego na véspera, os preços do cereal voltaram a cair nesta manhã, pressionados pela expressiva desvalorização do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol à base de milho.

Mais tarde, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgará dados semanais de produção e estoques do biocombustível, importantes indicadores da demanda interna pelo cereal nos Estados Unidos.

Também pesa sobre as cotações o aumento dos estoques norte-americanos de milho. Dados divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura do país norte-americano (USDA) mostram que o volume armazenado do cereal somava 229,23 milhões de toneladas na posição 1º de março, volume superior às 206,95 milhões de toneladas registradas há um ano.

Para a temporada 2026/27 dos EUA, cujo plantio deve começar em breve, o USDA aponta que produtores reduzirão a área semeada com milho e aumentarão a de soja.

No Brasil, o foco incide sobre o desenvolvimento da segunda safra, que responde por mais de 80% da oferta brasileira de milho. Somando com a safra de verão, a DATAGRO projeta uma produção de 144 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume recorde e 1% acima do colhido no ciclo anterior.

Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 avança timidamente, também com expectativa de produção recorde. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) estima 57 mi de t, contra 52 mi de t do USDA.