O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (25) em expressiva alta de 7,75 pontos e 1,90%, cotado a US$ cents 414,75/bushel; o vencimento de setembro subiu 8,50 pontos e 2,04%, a US$ cents 424,25/bushel. Na semana, por outro lado, os futuros acumulam perdas parciais de 0,66% e 0,24%, respectivamente.
Após iniciarem o dia em baixa, seguindo a trajetória dos últimos dias, os preços do cereal acabaram ganhando força neste pregão, sustentados pela alta de mais de 2% do petróleo no mercado internacional. A valorização do combustível fóssil aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
Também deu suporte às cotações o enfraquecimento do dólar no exterior, com o DXY recuando 0,20% próximo ao encerramento das negociações na CBOT. No entanto, os principais fundamentos de mercado seguem baixistas para o milho.
A safra 2026/27 de milho vem registrando um bom desenvolvimento no Corn Belt. Levantamento realizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) até o último domingo (21) mostra que as primeiras lavouras alcançaram a fase de embonecamento, um ritmo mais acelerado do que o observado no mesmo período da última temporada.
Quanto às condições, 68% das lavouras foram classificadas como boas/excelentes – mesmo percentual registrado na semana anterior e levemente abaixo dos 70% da última temporada. Do restante, 26% foram avaliadas como regulares e 6% como ruins/muito ruins.
O Serviço Nacional de Meteorologia divulgou mais cedo que as temperaturas podem chegar a 38 °C neste fim de semana, desde o norte do Meio-Oeste até o leste das Carolinas. “Espera-se um clima mais quente que o normal desde as Grandes Planícies até a costa atlântica até o dia 4 de julho”, projetou.
Apesar dessa provável elevação das temperaturas, os relatos até agora são de boas condições hídricas das lavouras. Ademais, o Drought Monitor, divulgado mais cedo pelo USDA, indica que as áreas sob experiência de seca diminuíram na última semana.
O USDA divulgou hoje que os registros de vendas de milho para exportação no ano comercial 2025/26 somaram 743,1 mil toneladas na semana encerrada em 18 de junho, queda de 36% em relação à anterior e 27% abaixo da média das últimas quatro semanas. Já as vendas líquidas para entrega na temporada 2026/27 somaram 735,9 mil toneladas no período.
As colheitas em andamento no Brasil e na Argentina seguem no radar, o que deve fazer a competitividade desses dois países aumentar no mercado internacional nos próximos meses.