O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (24) em moderada queda de 4,00 pontos e 0,98%, cotado a US$ cents 405,75/bushel; o vencimento de setembro caiu 3,50 pontos e 0,84%, a US$ cents 414,25/bushel. Na semana, os futuros acumulam perdas parciais de 2,81% e 2,59%, respectivamente.

Após iniciarem o pregão em campo positivo, os preços do cereal acabaram novamente perdendo força, pressionados pelo bom ritmo de desenvolvimento da safra 2026/27 no Corn Belt e pelo tombo de mais de 4% do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

Boletim diário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta que, à medida que as culturas de verão entram na fase reprodutiva, as temperaturas e os níveis de umidade do solo permanecem, em sua maioria, favoráveis. “No início de hoje, pancadas de chuva e algumas tempestades estiveram restritas a partes da região dos Grandes Lagos”, afirma.

O mercado aguarda pela divulgação do relatório anual de área plantada, que sairá na próxima terça-feira (30). A expectativa é que o USDA indique uma área semeada com milho ainda menor do que os 38,58 milhões de hectares apresentados no relatório de intenção de plantio, que saiu no final de março.

Do total que foi semeado, 97% já alcançou a fase de emergência, ritmo em linha com a temporada anterior e a média dos últimos cinco anos. Ademais, 5% das lavouras já se encontra em fase de embonecamento, levemente à frente da safra anterior (4%) e da média normal (3%).

Quanto às condições, 68% foram classificadas como boas/excelentes na semana encerrada em 21 de junho – mesmo percentual registrado na anterior, mas abaixo dos 70% da última temporada. Do restante, 26% foram avaliadas como regulares e 6% como ruins/muito ruins.

O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – operou em alta durante todo o dia. Próximo ao encerramento das negociações na CBOT, o indicador subia 0,20%.

As colheitas em andamento no Brasil e na Argentina seguem no radar, o que deve fazer a competitividade desses dois países aumentar no mercado internacional nos próximos meses.