Milho termina em forte queda na B3 nesta 2ª feira

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta segunda-feira (8) em baixa moderada de 1,13%, cotado a R$ 65,40/saca; o vencimento de setembro recuou 1,96%, a R$ 67,45/sc.

Neste pregão, os preços internos foram pressionados por um movimento de realização de lucros, tendo em vista a alta nos dois pregões anteriores, bem como pelo avanço dos trabalhos de colheita do cereal.

No campo, a colheita do milho de inverno 2025/26 teve início no Centro-Sul do Brasil, ultrapassando 1% da área projetada, segundo os dados mais recentes coletados pela DATAGRO Grãos.

O ritmo dos trabalhos está mais lento do que o observado na última temporada e na média plurianual. Atualmente, as atividades foram iniciadas somente nos estados do Mato Grosso e do Paraná.

A estimativa da DATAGRO Grãos é de que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que resultaria numa produção combinada de 141,3 milhões de toneladas na temporada 2025/26, tendo em vista que foram colhidas 28,9 milhões de toneladas na safra de verão. O volume é 1% menor do que o registrado na safra 2024/25 (143,3 mi de t).

No entanto, maiores perdas foram evitadas pelo avanço dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT), bem como pela valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação.

A demanda internacional aquecida pelo cereal brasileiro também evitou maiores desvalorizações. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nos quatro primeiros dias úteis do mês de junho, os embarques somaram 126 mil toneladas, montante superior às 48,7 mil t embarcadas na semana anterior. O volume também já representa 34% de todo o milho exportado no mesmo mês do ano passado (369,5 mil t).