Milho termina em campo positivo na Bolsa Brasileira nesta 5ª feira

Nesta quinta-feira (7), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou em estabilidade com viés de alta (+0,07%), cotado a R$ 67,50/saca; o vencimento de setembro avançou 0,20%, a R$ 69,49/sc. Por outro lado, na parcial da semana, os futuros acumulam perdas de 3,09% e 2,95%, respectivamente.

Neste pregão, os preços internos foram sustentados pela leve valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação.

Ademais, a demanda internacional aquecida também deu suporte para as cotações. Segundo os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou 471 mil toneladas de milho no mês de abril, volume 166% acima em comparação com o mesmo mês de 2025 (177 mil t).

Maiores ganhos, no entanto, foram evitados pelo recuo dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos.

O mercado segue atento à finalização da colheita da safra de verão no Centro-Sul do Brasil, que, apesar de atrasada, deve ser recorde.

Segundo levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (1º), a colheita do milho de verão 2025/26 chegou a 84,8% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 3,7 pontos percentuais (p.p) em sete dias. No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 92,6%; na média dos últimos cinco anos, em 90,6%.

desenvolvimento final da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil também é monitorado de perto. A expectativa é de uma safra cheia, apesar de algumas perdas pontuais, causadas por estresses climáticos.