Milho termina em baixa moderada nesta 6ª feira na B3

O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta sexta-feira (31) em moderada baixa de 0,72%, cotado a R$ 69,20/saca, com perda acumulada de 1,96% na semana. O vencimento de novembro cedeu 0,90%, a R$ 73,90/sc, com desvalorização semanal de 1,34%.

No mês de julho, por outro lado, os futuros acumularam ganhos de 1,47% e 3,92%, nesta ordem.

As negociações na B3 iniciaram o dia com atraso após problemas técnicos enfrentados no processamento do pós-mercado na quinta-feira (30).

Com as operações em andamento, os preços internos acabaram acompanhando a desvalorização dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT). No entanto, maiores perdas foram limitadas pelo avanço do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão brasileiro voltado para exportação. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar subia 0,28% a R$ 5,07.

O mercado segue de olho na colhieta da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil. Levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (24) mostra que os trabalhos alcançaram 61,5% da área cultivada, ritmo levemente abaixo da média dos últimos cinco anos para o período (62,6%).

Individualmente entre os estados, a colheita alcançou 90% no Mato Grosso, à frente da média plurianual de 87,5%. Já em Minas Gerais e São Paulo, atingiram 29,0% e 15,0%, nesta ordem, atrasados ante a média dos últimos anos.

A previsão do tempo para o Centro-Sul do Brasil segue no radar, bem como a movimentação nos portos – tendo em vista o período típico em que o milho começa a tomar o protagonismo da soja na pauta exportadora.