O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta segunda-feira (25) em baixa moderada de 0,92%, cotado a R$ 66,58/saca; o vencimento de setembro recuou 0,63%, a R$ 69,50/sc.
Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela desvalorização do câmbio, fator que reduz a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação. Próximo ao fechamento das negociações na B3, o dólar caía 0,10% a R$ 5,02.
Além disso, devido ao feriado do Memorial Day nos Estados Unidos, as bolsas norte-americanas não operaram hoje, o que diminuiu a liquidez das negociações do cereal na B3. As negociações serão retomadas amanhã (26) na Bolsa de Chicago (CBOT).
No campo, o início da colheita da segunda safra do grão também exerceu pressão sobre as cotações. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a colheita da safra 2025/26 de milho de inverno teve início na última semana no Mato Grosso, alcançando 0,57% da área cultivada.
A DATAGRO Grãos reduziu sua projeção para a colheita da segunda safra de 114,2 para 112,3 milhões de toneladas, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior.
Quanto à demanda internacional, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou que o Brasil embarcou 67,0 mil toneladas de milho na semana encerrada em 22 de maio. O volume é superior as 34,4 mil toneladas embarcadas na semana anterior.