O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta terça-feira (12) em leve alta de 0,29%, cotado a R$ 68,13/saca; o vencimento de setembro anotou moderado avanço de 0,63%, a R$ 70,60/sc.
Neste pregão, os preços internos foram sustentados pela alta nos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).
Ademais, a valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação, também contribuiu para o viés positivo.
A demanda internacional aquecida também deu suporte aos contratos. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou ontem que o Brasil embarcou 100,4 mil toneladas de milho na semana encerrada em 8 de maio, volume 157,9% superior ante as 38,9 mil toneladas embarcadas em todo maio de 2025.
O mercado se mantém atento à finalização da colheita da safra de verão no Centro-Sul do Brasil, que, apesar de atrasada, deve ser recorde. De acordo com levantamento da DATAGRO Grãos, os trabalhos de campo se aproximam de 90% da área cultivada.
O desenvolvimento final da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil também é monitorado de perto. A expectativa é de uma safra cheia, apesar de algumas perdas pontuais, causadas por estresses climáticos.
Mais cedo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou sua estimativa para a safra 2025/26 de milho do Brasil em 3 milhões de toneladas, para 135,00 milhões de toneladas. Para a temporada 2026/27, o departamento projeta a produção brasileira do cereal em 139 milhões de toneladas.