Milho termina com ganhos na B3 nesta 6ª feira

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta sexta-feira (5) em forte alta de 1,18%, cotado a R$ 66,15/saca, com ganho semanal acumulado de 1,12%. O vencimento de setembro avançou 0,88%, a R$ 68,80/sc – com valorização de 1,03% na semana.

Neste pregão, os preços internos foram impulsionados pela valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar subia 1,80% a R$ 5,15.

No entanto, maiores ganhos foram limitados pela baixa dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).

No campo, a colheita do milho de inverno 2025/26 teve início no Centro-Sul do Brasil, atingindo 1,1% da área projetada, mostra o levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (29).

O ritmo dos trabalhos está levemente atrás do observado no mesmo período do ano passado (1,3%) e abaixo da média das últimas cinco safras (1,4%). Até o momento, as atividades foram iniciadas somente nos estados do Mato Grosso e do Paraná, onde a colheita chegou a 2,0% e 0,5%, nesta ordem.

A estimativa da DATAGRO Grãos é de que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que resultaria numa produção combinada de 141,3 milhões de toneladas na temporada 2025/26, tendo em vista que foram colhidas 28,9 milhões de toneladas na safra de verão. O volume é 1% menor do que o registrado na safra 2024/25 (143,3 mi de t).

No radar, a colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina chegou a 40,6% da área cultivada, após avançar 5,9 pontos percentuais em uma semana, segundo dados da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA).