O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta sexta-feira (10) em leve baixa de 0,30%, cotado a R$ 67,25/saca. O vencimento de novembro recuou de 0,13%, a R$ 70,71/sc.
Por outro lado, na semana, os futuros acumularam ganhos de 0,37% e 0,30%, respectivamente.
Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do milho voltado à exportação. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar caía 0,27%, a R$ 5,10.
No entanto, perdas foram limitadas pelo avanço dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).
No campo, a colheita da safra de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil atingiu 26,1% da área cultivada, após um avanço semanal de 7,5 pontos percentuais. Segundo o levantamento da DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (3), no mesmo período da temporada passada, os trabalhos estavam em 29,1%; na média dos últimos cinco anos, em 30,3%.
A DATAGRO Grãos projeta que o Brasil irá colher 112,4 milhões de toneladas de milho nesta segunda safra de 2026, volume 5% menor na comparação com o último ciclo.
O dia também foi marcado pela divulgação do relatório de oferta e demanda (Wasde) de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O documento manteve a estimativa da safra 2025/26 de milho do Brasil em 138,00 milhões de toneladas e elevou a da Argentina em 2 milhões de toneladas, para 63,00 milhões de toneladas.