Milho termina a 6ª feira com alta de quase 2% em Chicago

O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (10) em forte alta de 8,00 pontos e 1,85%, cotado a US$ cents 439,50/bushel. O vencimento de dezembro subiu 9,00 pontos e 1,99%, a US$ cents 461,00/bushel. Na semana, os futuros acumularam ganhos de 3,90% e 4,42%, respectivamente.

Neste pregão, o mercado repercutiu o relatório mensal de oferta e demanda (Wasde) de julho, publicado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trouxe estoques finais mais apertados no país norte-americano tanto na safra 2025/26 quanto 2026/27.

O USDA também cortou suas estimativas para os estoqueis finais globais nas duas temporadas e reduziu a projeção para a produção mundial de milho na safra 2026/27 de 1,300 para 1,297 bilhão de toneladas.

Quanto à nova safra norte-americana, o USDA elevou sua estimativa de produção de 406,29 para 406,42 milhões de toneladas, o que configura uma queda de 6% ante o recorde de 432,34 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2025/26, embora seja o segundo maior volume da série histórica.

Vale destacar que o Wasde de julho ainda não conta com pesquisa de campo. Apenas a partir de agosto que o USDA começa a fazer esse tipo de acompanhamento para suas projeções.

O mercado seguiu também atento à previsão do tempo, conforme as primeiras lavouras de milho começam a entrar em fase reprodutiva no Corn Belt.

Boletim diário do USDA aponta que pancadas de chuva e tempestades ocorrem principalmente nas áreas produtoras do sul e do oeste do cinturão. As temperaturas e os níveis de umidade do solo permanecem, em sua maior parte, favoráveis para as lavouras de milho e soja, com exceções relacionadas principalmente ao excesso de umidade.

“Áreas isoladas de enxurradas e inundações repentinas se estendem do sudeste de Missouri até o baixo vale do Ohio, após as fortes chuvas da madrugada, que acumularam cerca de 127 mm ou mais em alguns pontos”, afirma o USDA.

Para a América do Sul, o Wasde manteve a estimativa da safra 2025/26 de milho do Brasil em 138,00 milhões de toneladas e elevou a da Argentina em 2 milhões de toneladas, para 63,00 milhões de toneladas. Para a temporada 2026/27, o departamento projeta a produção brasileira do cereal em 139,00 milhões de toneladas, e a argentina, em 55,00 milhões de toneladas.

O petróleo recuou no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de miho. Já o DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – operou em estabilidade durante o pregão.

Na segunda-feira (13), o USDA publicará o relatório semanal de embarques e o boletim atualizado com os estágios e condições das lavouras norte-americanas.