Milho termina a 5ª feira com perdas na Bolsa Brasileira

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta quinta-feira (11) em moderada baixa de 0,70%, cotado a R$ 64,24/saca. O vencimento de setembro recuou 0,51%, a R$ 66,46/sc. Na semana, os futuros acumulam perdas de 2,89% e 3,40%, respectivamente.

Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela forte desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação. Próximo ao fechamento das negociações na B3, o dólar caía 1,39%, a R$ 5,09.

Ademais, a baixa de quase 2% dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos, também contribuiu para o viés negativo.

No campo, os investidores seguem monitorando a colheita do milho de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil, que atingiu 3,3% da área projetada, após um avanço semanal de 2,2 pontos percentuais, conforme mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (5). Mato Grosso e o Paraná lideram os esforços de colheita.

DATAGRO Grãos projeta que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior. Boa parte dessa perda, porém, deve ser compensada pela safra de verão, cuja produção saltou 14%, para 28,9 milhões de toneladas, no ciclo 2025/26.

No radar, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) elevou hoje sua estimativa da safra 2025/26 de milho do Brasil para 138,00 milhões de toneladas – aumento de 3,00 milhões de toneladas ante a leitura de maio. Para a temporada 2026/27, o departamento projeta a produção brasileira do cereal em 139,00 milhões de toneladas.