Milho termina a 3ª feira em leve baixa na Bolsa de Chicago

O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (18) em leve baixa de 1,75 ponto e 0,38%, cotado a US$ cents 463,25/bushel; o de dezembro caiu 1,50 ponto e 0,31%, a US$ cents 488,00/bushel.

Após iniciarem o dia em alta, os preços do cereal acabaram perdendo força, com o mercado realizando lucros, tendo em vista os ganhos anotados na véspera (17) e na última semana.

Também pressionou as cotações o fortalecimento do dólar diante das principais moedas globais, com o DXY apresentando leve alta durante as negociações. No entanto, maiores perdas foram limitadas pelo avanço do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

O mercado segue atento à previsão do tempo para o Corn Belt.  Boletim diário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostra que uma faixa descontínua de pancadas de chuva se estende para sudoeste a partir da região dos Grandes Lagos, com os maiores volumes concentrados em Nebraska.

“Enquanto isso, as inundações em áreas de baixada persistem nas regiões centrais de Illinois e Indiana, após as chuvas intensas registradas na semana passada”, afirma.

Ontem, o USDA divulgou uma atualização do seu boletim semanal com os estágios e condições das lavouras de milho. De acordo com o departamento, 97% da área semeada alcançou a fase de embonecamento, avanço de 3 p.p. em relação à semana anterior e em linha com os últimos anos.

Além disso, 76% das lavouras chegaram à fase de espigamento, avanço semanal de 15 p.p. e acima dos 70% da média plurianual. Já o enchimento de espiga alcançou 29% da área, ante 16% na semana anterior, 25% há um ano e 24% na média dos últimos cinco anos. Por fim, 4% atingiu a fase de maturação, ante média plurianual de 3%.

Quanto às condições, 60% foram classificadas como boas/excelentes, mesmo percentual da semana anterior e abaixo dos 71% registrados na mesma época de 2025. Do restante, 25% foram avaliadas como regulares e 15% como ruins/muito ruins.

No radar, a finalização da safra 2025/26 na América do Sul.