O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (5) em forte baixa de 5,75 pontos e 1,18%, cotado a US$ cents 480,00/bushel. O vencimento de setembro recuou 5,00 pontos e 1,02%, a US$ cents 485,50/bushel.
Neste pregão, preços do cereal foram pressionados pela desvalorização de quase 4% do petróleo no mercado internacional – fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano feito à base de milho – e pelo bom ritmo de plantio da safra 2026/27 dos Estados Unidos.
Levantamento realizado até domingo (3) pelo Departamento de Agricultura (USDA) indica que a semeadura da nova safra de milho chegou a 38% da área estimada (38,58 milhões de hectares), após avançar 13 pontos percentuais em uma semana.
Esse desempenho se apresenta em linha com o observado no ciclo anterior, mas à frente da média plurianual (34%). Ademais, 13% da área já atingiu a fase de emergência, ante 10% na temporada anterior e 9% na média dos últimos cinco anos.
Limitando maiores ganhos, o boletim climático diário do USDA aponta que tempestades registradas durante a noite produziram danos isolados por vento e granizo em Illinois e arredores. “O ar mais frio segue atrás da chuva, que persiste no início de hoje sobre a parte sul do Cinturão do Milho; geadas foram registradas nesta manhã em grande parte do norte de Minnesota e nas Dakotas”, afirma o USDA.
Também impediu maiores desvalorizações a demanda internacional aquecida pelo cereal norte-americano. As inspeções de cargas de milho para exportação divulgadas ontem pelo USDA cresceram semanalmente e superaram as expectativas do mercado.
Além disso, o DXY recuou neste pregão, indicando perda de força do dólar diante das principais moedas globais. No radar, o iminente início da colheita do milho de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progressos dos trabalhos na Argentina.