O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (14) em expressiva alta de 11,00 pontos e 2,46%, cotado a US$ cents 459,00/bushel; o de dezembro subiu 11,25 pontos e 2,38%, a US$ cents 483,25/bushel. Na semana, os futuros acumulam ganhos de 4,67% e 4,71%, respectivamente.

A semana foi marcada pelo relatório mensal de oferta e demanda (Wasde) de agosto, que apresentou as primeiras projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra norte-americana 2026/27 baseadas em levantamentos de campo.

O principal destaque, que fez os preços do milho dispararem, foi o corte na projeção para os estoques dos Estaods Unidos ao final da temporada 2026/27 de 45,46 para 41,98 milhões de toneladas. A estimativa para o término de 2025/26 também foi reduzida, de 51,31 para 49,40 milhões de toneladas.

O USDA ainda elevou marginalmente sua projeção para a produção de milho no país norte-americano na safra nova de 406,42 para 406,75 milhões de toneladas, o que configura uma queda de 6% ante o recorde de 432,34 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2025/26 e o segundo maior volume da série histórica.

O que também deu suporte aos preços foi a alta do petróleo, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho. Próximo ao fim das negociações em Chicago, o WTI subia quase 2%, caminhando para encerrar a semana com ganho acumulado de cerca de 6%.

Os registros de vendas para exportação divulgados ontem pelo USDA – que vieram acima do esperado, indicando demanda internacional aquecida – também deram algum suporte ao preços neste pregão.

O mercado seguiu de olho nas condições climáticas para os principais estados produtores. Boletim diário do USDA indica que tempestades – principalmente entre o leste de Nebraska e Ohio – estão provocando chuvas intensas e ventos fortes no Corn Belt.

“Em algumas áreas, como no centro-leste de Indiana, as precipitações atingem bacias hidrográficas que já enfrentam inundações significativas devido às chuvas intensas registradas anteriormente. Ainda assim, grande parte das preciptações no Meio-Oeste, que até o momento geralmente não alcançaram a faixa norte do Cinturão, está beneficiando as lavouras de milho e soja que enfrentaram um mês de julho mais quente e seco que o normal”, afirma.

Na segunda-feira (17), o USDA publicará o relatório semanal de embarques e o boletim atualizado com as condições e os estágios das lavouras norte-americanas.

No radar, a finalização da safra 2025/26 na América do Sul e os desdobramentos da recente intensificação do conflito no Mar Negro entre Rússia e Ucrânia.