O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (3) em forte alta de 8,50 pontos e 1,93%, cotado a US$ cents 449,25/bushel; o de dezembro avançou 8,50 pontos e 1,83%, a US$ cents 472,50/bushel.
Após iniciarem o dia em baixa, os preços do cereal acabaram ganhando força, com o mercado ajustando posições, tendo em vista as perdas anotadas na última semana.
Também deu suporte a demanda internacional aquecida pelo milho norte-americano. Mais cedo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que as inspeções para exportação somaram 1,885 milhão de toneladas na semana encerrada em 30 de julho, volume 22,9% superior na comparação com a anterior e 31,1% acima da média semanal necessária para alcançar o total projetado para o ano comercial 2025/26.
Daqui a pouco, o USDA publicará o boletim atualizado com os estágios e condições das lavouras norte-americanas. Atualização climática diária indica que, após chuvas volumosas registradas no último final de semana, temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média, estão favorecendo o desenvolvimento das lavouras de milho e soja.
“Quando as chuvas atingiram seu pico de intensidade e abrangência no fim da semana passada, foram registrados acumulados recordes para o dia 31 de julho, incluindo 76,5 milímietros em Dubuque (Iowa), e 59,7 mm em Rochester (Minnesota). Já em Sisseton (Dakota do Sul), o volume de chuva acumulado entre 30 e 31 de julho chegou a 135,4 mm”, afirma o USDA.
O petróleo – que exerce influência direta na competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho – caiu mais de 5% no mercado internacional, após o presidente dos EUA, Donald Trump, suspender um ataque planejado contra o Irã, alegando que negociações para um fim do cessar-fogo no Oriente Médio estão em andamento.
No radar, a colheita da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progresso dos trabalhos de campo na Argentina – ambos já caminham para o fim, com expectativas positivas de produção.