Milho sobe quase 1% na manhã desta 4ª feira na Bolsa de Chicago

Às 10h05 (horário de Brasília) desta quarta-feira (15), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em moderada alta de 3,75 pontos e 0,85%, cotado a US$ cents 446,75/bushel; o de julho avançava 3,75 pontos e 0,83%, a US$ cents 456,25/bushel. Na semana, os futuros acumulam ganhos de 1,30% e 1,11%, respectivamente.

Na véspera (14), o vencimento de maio subiu 0,62%, a US$ cents 443,00/bushel, enquanto o de julho se valorizou 0,33%, a US$ cents 452,50/bushel.

Nesta manhã, os preços do cereal seguem impulsionados pelo excesso de chuvas em partes dos estados da região dos Grandes Lagos, que estão levando algumas áreas mais baixas a inundações. “O clima ativo está atrasando o trabalho agrícola do início da temporada, mas repondo a umidade do solo em áreas que ainda se recuperam da seca”, afirma o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em seu boletim diário de clima.

O plantio da safra 2026/27 de milho no país norte-americano chegou a 5% da área projetada no último domingo (12%), ritmo levemente à frente do observado na média dos últimos anos.

Além disso, também dava suporte aos preços a demanda internacional aquecida pelo milho dos EUA. O USDA relatou ontem duas vendas individuais de milho, uma de 316 mil toneladas para o México e outra de 120 mil toneladas para um destino desconhecido.

Amanhã (16), o departamento divulgará os registros de vendas para exportação referentes à última semana e o Drought Monitor, indicando o percentual de áreas de milho que experienciam seca.

Após recuar expressivamente na véspera, o petróleo apresentava estabilidade nesta manhã, com as negociações por um cessar-fogo no Oriente Médio ditando o movimento dos preços, que exercem influência direta sobre a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

Mais tarde, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgará dados semanais de estoques e produção do biocombustível, importantes indicadores sobre a demanda interna por milho nos Estados Unidos.

No radar, o desenvolvimento da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progresso da colheita na Argentina.