Milho sobe moderadamente em Chicago na manhã desta 4ª feira

Às 9h40 (horário de Brasília) desta quarta-feira (22), os contratos de maio e julho do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operavam em moderada alta de 2,50 pontos e 0,55%, cotados a US$ cents 456,25/bushel e a US$ cents 464,50/bushel, nesta ordem. Na parcial da semana, os vencimentos acumulam ganhos de 1,67% e 1,53%, respectivamente.

Na véspera (21), ambos futuros avançaram 0,40%, encerrando o pregão a US$ cents 453,75/bushel e a US$ cents 462,00/bushel, na referida ordem.

Nesta manhã, os preços do cereal seguem sustentados pela valorização do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho. Mais tarde, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgará dados semanais de produção e estoques do biocombustível no país, importante indicador pela demanda interna pelo cereal.

A demanda internacional segue aquecida pelo milho dos Estados Unidos. Ontem, o Departamento de Agricultura (USDA) relatou duas vendas individuais, uma de 316 mil toneladas para o México e outra de 120 mil toneladas para um destino desconhecido.

Além disso, o mercado segue atento ao progresso do plantio da safra 2026/27 dos EUA, que chegou a 11% da área projetada no último domingo (19), ritmo à frente da média dos últimos anos (9%). Além disso, 4% da área já atingiu a fase de emergência, ante 2% na temporada anterior e na média plurianual.

Em sua atualização climática diária, o USDA aponta que o tempo quente substituiu as condições anteriormente frias, com temperaturas recordes se desenvolvendo em partes do oeste do Corn Belt.

“As temperaturas máximas de hoje em áreas de Nebraska e Dakota do Sul devem variar entre 32 °C e 35 °C. Enquanto isso, bolsões de inundações em áreas baixas persistem nos estados da região dos Grandes Lagos, especialmente no oeste de Michigan, leste de Wisconsin e norte de Illinois”, afirma o USDA.

No radar, o iminente início da colheita da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progresso dos trabalhos na Argentina, que já ultrapassam 20% da área cultivada. A expectativa é de safra recorde em ambos países.