O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (19) em expressiva alta de 9,75 pontos e 2,10%, cotado a US$ cents 473,00/bushel; o de dezembro subiu 10,00 pontos e 2,05%, a US$ cents 498,00/bushel. Na semana, ambos futuros acumulam ganhos parciais de 3,05%.
Neste pregão, os preços do milho acompanharam a valorização dos seus pares na CBOT, que também anotaram expressivos avanços. O enfraquecimento do dólar diante das principais moedas globais – com o DXY recuando 0,25% próximo ao fim das negociações – e o avanço do petróleo WTI na Bolsa de Mercadorias de Nova York também deram suporte aos preços.
O mercado segue atento ao desenvolvimento da safra 2026/27 de milho no Corn Belt, conforme as primeiras áreas vão entrando em fase de maturação. Mais de 60% das lavouras se encontram em condições boas e excelentes, amostra abaixo da observada no mesmo período do ano passado.
Boletim diário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica que “as temperaturas no Cinturão do Milho estão quase ideais para as lavouras de milho e soja, embora persistam bolsões de seca em algumas áreas produtoras do norte e do oeste”.
“Enquanto isso, tempestades durante a noite provocaram chuvas localmente intensas no vale médio do Mississippi e em áreas próximas, trazendo novas preocupações com inundações em partes do sul da região. Além disso, inundações pontuais em áreas de baixada continuam ocorrendo nas regiões centrais de Illinois e Indiana, após as chuvas intensas registradas na semana passada”, completa.
A finalização da colheita da safra 2025/26 na América do Sul segue no radar. Amanhã (20), o USDA divulgará os registros semanais de vendas para exportação e o Drought Monitor