O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta terça-feira (18) em forte alta de 1,32%, cotado a R$ 71,50/saca; o vencimento de novembro subiu 1,27%, a R$ 76,65/sc.

Neste pregão, os preços internos foram impulsionados pela valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão brasileiro voltado para exportação. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar avançava 0,31% a R$ 5,21.

Maiores ganhos, no entanto, foram limitados pela queda dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).

Quanto à demanda internacional pelo milho brasileiro, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou, ontem (17), que o Brasil embarcou 2,216 milhões de toneladas nos primeiros 10 dias úteis de agosto. O volume corresponde a 32,36% das 6,848 mi de t exportadas em todo o mês de agosto de 2025.

Os embarques brasileiros de milho tendem a ganhar maior ritmo neste segundo semestre de 2026, à medida que a colheita da safra de inverno é finalizada e o cereal começa a tomar o lugar da soja nos portos.

No radar, a finalização da colheita do milho de inverno no Centro-Sul do Brasil. Os trabalhos já foram concluídos no Mato Grosso, enquanto no Paraná, segundo principal produtor, se aproximam de 75% da área cultivada.