O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (20) em forte alta de 4,75 pontos e 1,07%, cotado a US$ cents 449,50/bushel. O vencimento de dezembro subiu 5,50 pontos e 1,18%, a US$ cents 473,00/bushel.
Neste pregão, os preços do cereal foram sustentados pela alta de mais de 1% do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho, e pelo clima quente persistente em partes do Meio-Oeste dos Estados Unidos.
Boletim diário do Departamento de Agricultura (USDA) aponta que as temperaturas no Corn Belt seguem subindo antes da chegada de uma frente fria e provocando pancadas de chuva e tempestades isoladas no alto Meio-Oeste.
“As temperaturas máximas de hoje deverão atingir 38°C ou mais em grande parte de Nebraska, no oeste de Iowa e no sul de Dakota do Sul, causando algum estresse às lavouras de milho e soja que se encontram na fase reprodutiva”, afirma o USDA.
Daqui a pouco, o Departamento publicará o boletim semanal atualizado com os estágios e condições das lavouras norte-americanas.
Também deu suporte aos preços a demanda internacional aquecida. Mais cedo, exportadores norte-americanos reportaram ao USDA uma venda de 100 mil toneladas de milho para a Colômbia, com entrega programada para o ano comercial 2026/27.
O órgão também divulgou que as inspeções de milho para exportação totalizaram 1,550 milhão de toneladas na semana encerrada em 16 de julho, volume em linha com o registrado na semana anterior (1,555 milhão de t) e 57,4% acima do embarcado em igual período do ano passado (985 mil t). O desempenho veio dentro das expectativas dos analistas, que variavam de 1,4 a 1,6 milhão de toneladas.
No radar, as colheitas em andamento no Brasil e na Argentina.