Às 9h40 (horário de Brasília) desta quarta-feira (17), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava forte alta de 6,25 pontos e 1,51%, cotado a US$ cents 420,00/bushel; o de setembro avançava na mesma intensidade, a US$ cents 428,75/bushel. Na semana, os futuros acumulam ganhos de 1,76% e 1,84%, respectivamente.
Ontem (16), o vencimento de julho caiu 0,42%, a US$ cents 413,75/bushel, e o de setembro recuou 0,06%, a US$ cents 422,50/bushel.
Nesta manhã, as cotações do cereal eram sustentadas pelas adversidades climáticas previstas para o Corn Belt. De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), alertas de bandeira vermelha se deslocaram para o leste e agora abrangem mais da metade do Nebraska, depois de permanecerem concentrados principalmente na região noroeste do estado durante grande parte da semana.
Há previsão ainda de tempestades severas em grande parte de Iowa esta tarde, o que pode aumentar ainda mais a umidade das lavouras, que já se encontram saturadas.
O plantio da safra 2026/27 de milho se encontra encerrado no Corn Belt, com mais de 90% da área já emergida. As condições das lavouras melhoraram levemente na última semana, mas ainda se encontram abaixo do observado em igual altura da temporada passada.
Os preços do cereal também recebem apoio da moderada valorização do petróleo no mercado internacional, que voltava a subir após cair quase 10% nos últimos dois dias. A valorização do combustível fóssil aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
Apesar do acordo firmado entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, relatos da mídia local mostram que Israel continua atacando o Líbano, o que aumenta os temores de que o conflito volte a escalar.
Mais tarde, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgará seus dados de produção e estoques de petróleo nos Estados Unidos referentes à semana encerrada em 12 de junho. Os números são importantes indicadores da demanda doméstica por milho.
No radar, o aumento gradual da oferta na América do Sul nos próximos meses, conforme o Brasil dá início à colheita de uma safra de inverno cheia, e a Argentina segue progredindo com a colheita da maior safra de milho da história.