Às 9h55 (horário de Brasília) desta sexta-feira (27), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava leve alta de 2,00 pontos e 0,43%, cotado a US$ cents 469,00/bushel; o vencimento de julho avançava 1,75 ponto e 0,37%, a US$ cents 479,75/bushel. Na semana, os futuros acumulam ganhos parciais de 0,75% e 0,79%, respectivamente.
Nesta manhã, os preços do cereal acompanhavam a alta de quase 2% do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano à base de milho. O mercado também espera que o governo dos Estados Unidos anuncie hoje algumas ações para ajudar os agricultores, incluindo as tão aguardadas cotas de mistura de biocombustíveis sob o Renewable Fuel Standard.
A política é acompanhada de perto por produtores de grãos, uma vez que dita quanto combustível renovável deve ser misturado ao suprimento de gasolina e diesel no país norte-americano, mexendo diretamente com a demanda interna de milho e soja.
Quanto à demanda externa, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem os registros de vendas para exportação de milho na safra 2025/26 referentes à última semana, que vieram dentro do intervalo esperado pelo mercado, apesar de um crescimento semanal.
No Brasil, as atenções estão voltadas para a segunda safra, cujo plantio está praticamente concluído. Responsável por cerca de 80% da oferta nacional, a safra de inverno aguarda pelas condições climáticas das próximas semanas, que serão determinantes para seu desenvolvimento. A colheita da primeira safra, por sua vez, segue atrasada no Centro-Sul do país sul-americano.
Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 avança timidamente, com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires projetando uma produção recorde de 57 milhões de tonealadas.
No radar, o relatório anual de intenção de plantio nos EUA na safra 2026/27, que será publicado na próxima terça-feira (31) pelo USDA.