Milho sobe levemente em Chicago na manhã desta 5ª feira

Às 10h15 (horário de Brasília) desta quinta-feira (2), o contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava leve alta de 1,25 ponto e 0,30%, cotado a US$ cents 424,00/bushel; o de dezembro subia 0,75 ponto e 0,17%, a US$ cents 443,00/bushel. Na semana, os futuros acumulam ganhos de 0,53% e 0,34%, respectivamente.

Ontem (1º), o vencimento de julho subiu 1,44%, a US$ cents 422,75/bushel, e o de setembro avançou 1,43%, a US$ cents 442,25/bushel.

Nesta manhã, os preços do cereal ampliavam os ganhos anotados nos últimos dois dias, sustentados ainda pela menor área plantada nos Estados Unidos na safra 2026/27 e pelo aumento da temperatura no Corn Belt.

Conforme divulgado anteontem (30) pelo Departamento de Agricultura (USDA), os produtores norte-americanos semearam 38,57 milhões de hectares com milho nesta temporada, uma redução de 3% em relação ao ciclo anterior.

A área plantada diminuiu ou permaneceu inalterada em 40 dos 48 estados considerados na pesquisa. O USDA estima ainda que, da área total de milho, apenas 35,37 milhões de hectares deverão ser colhidos, um recuo de 4% ante o ciclo 2025/26.

As atenções se concentram agora sobre o desenvolvimento fenológico das lavouras. Levantamento realizado até último domingo (28) pelo USDA mostra que 9% das lavouras já alcançou a fase de embonecamento, ritmo à frente do registrado na temporada anterior (7%) e na média dos últimos cinco anos (6%). O progresso semanal foi de 4 p.p.

Quanto às condições das lavouras, 67% foram classificadas como boas/excelentes – queda de 1 p.p. ante o registrado na semana anterior e abaixo dos 73% da última temporada. Do restante, 25% foram avaliadas como regulares e 8% como ruins/muito ruins.

Novas informações do Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) mostram que ondas de calor seguem atuando do leste do Kansas até o Oceano Atlântico e de Minnesota até o centro do Alabama. A previsão é de que a temporatura alcance 40,5ºC em Illinois nesta quinta-feira.

Há pouco, o USDA diulgou que as vendas líquidas de milho para entrega no ano comercial 2025/26 somaram 732,1 mil toneladas na semana encerrada em 25 de junho, queda de 2% em relação à semana anterior e 23% abaixo da média das últimas quatro semanas. Já as vendas para entrega em 2026/27 totalizaram 767,8 mil toneladas na última semana.

O dólar perdia força diante das principais moedas globais, com o DXY cedendo 0,60% nesta manhã. No entanto, maiores ganhos eram limitados pelo recuo do petróleo no mercado internacional, conforme progridem as negociações entre os EUA e o Irã por um acorde de paz definitivo para o conflito no Oriente Médio.

No radar, a colheita da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil, que se aproxima de 20% da área cultivada, segundo o balanço mais recente da DATAGRO Grãos. Na Argentina, entidades agrícolas locais apontam que a colheita da safra 2025/26 ultrapassa pouco mais de metade da área cultivada.