Às 10h10 (horário de Brasília) desta terça-feira (23), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava leve alta de 1,00 ponto e 0,24%, cotado a US$ cents 412,50/bushel; o de setembro avançava 1,25 ponto e 0,30%, a US$ cents 421,00/bushel.
Ontem (22), o vencimento de julho cedeu 1,44%, a US$ cents 411,50/bushel; e o de setembro caiu 1,29%, a US$ cents 419,75/bushel.
Nesta manhã, o mercado ajustava posições, tendo em vista a queda anotada na véspera e nas últimas semanas – os contratos mais ativos do cereal acumulam desvalorização de mais de 7% em junho.
Com o plantio da safra 2026/27 finalizado no Corn Belt, investidores seguem de olho nas condições climáticas para o desenvolvimento das lavouras, enquanto aguardam pelo relatório anual de área plantada, que sairá na próxima terça-feira (30).
A expectativa é que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indique uma área semeada com milho ainda menor do que os 38,58 milhões de hectares apresentados no relatório de intenção de plantio, que saiu no final de março.
Do total que foi semeado, 97% já alcançou a fase de emergência, ritmo em linha com a temporada anterior e a média dos últimos cinco anos. Ademais, 5% das lavouras já se encontra em fase de embonecamento, levemente à frente da safra anterior (4%) e da média normal (3%).
Quanto às condições, 68% foram classificadas como boas/excelentes na semana encerrada em 21 de junho – mesmo percentual registrado na anterior, mas abaixo dos 70% da última temporada. Do restante, 26% foram avaliadas como regulares e 6% como ruins/muito ruins.
Há pouco, o USDA relatou que foi realizada uma venda individual de 100 mil toneladas de milho para o México, sendo 30 mil toneladas programadas para serem entregues no ano comercial 2025/26 e 70 mil toneladas na temporada 2026/27.
As inspeções de milho para exportação divulgadas ontem pelo USDA somaram 1,454 milhão de toneladas na semana encerrada em 18 de junho, volume 12,0% inferior ao registrado na semana anterior (1,650 milhão de t) e 3,3% abaixo do embarcado em igual período do ano passado (1,504 milhão de t). Apesar das quedas, o volume veio dentro das projeções dos analistas, que iam de 1,4 milhão e 1,9 milhão de toneladas.
Após consecutivas quedas, os preços do petróleo – que exercem influência direta na competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho – operavam próximos à estabilidade nesta manhã. Já o DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – avançava 0,30%.
Na América do Sul, a colheita da safra 2025/26 de inverno ganha cada vez mais ritmo no Brasil, com a produção devendo alcançar 112 milhões de toneladas, o segundo maior volume da história, atrás apenas da última safra, de acordo com projeção da DATAGRO Grãos.
Já na Argentina, a colheita da safra 2025/26 se aproxima de metade da área cultivada, com a projeção menos otimista, do USDA, apontado para uma colheita de 61 milhões de toneladas. Entidades agrícolas locais, como a Bolsa de Cereais de Buenos Aires e a Bolsa de Comércio de Rosário, estimam a produção em 64 e 68 milhões de toneladas, respectivamente.