Às 10h (horário de Brasília) desta sexta-feira (10), o contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava leve alta de 1,75 ponto e 0,41%, cotado a US$ cents 432,75/bushel; o de dezembro subia 1,75 ponto e 0,39%, a US$ cents 453,75/bushel. Na semana, os futuros acumulam ganhos parciais de 2,42% e 2,77%, respectivamente.
Ontem (9), o vencimento de setembro caiu 0,80%, a US$ cents 431,00/bushel, enquanto o de dezembro cedeu 0,93%, a US$ cents 452,00/bushel.
Nesta manhã, o mercado opera mais cauteloso, aguardando pela publicação às 13h do relatório de oferta e demanda (Wasde) de julho pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O documento deve trazer uma nova projeção para a produção norte-americana de milho na safra 2026/27, já com base nos dados de área divulgados pelo USDA no último dia 30.
Segundo o departamento, produtores norte-americanos semearam 38,57 milhões de hectares com milho nesta temporada, uma redução de 3% em relação ao ano anterior. Apesar do recuo, essa representa a quarta maior área semeada com milho no país desde 1944. O USDA estima ainda que, da área total de milho, apenas 35,37 milhões de hectares serão colhidos, um recuo de 4% ante a safra 2025/26.
Vale destacar que o Wasde de julho ainda não conta com pesquisa de campo. Apenas a partir de agosto que o USDA começa a fazer esse tipo de acompanhamento para suas estimativas.
O mercado segue atento à previsão do tempo, conforme as primeiras lavouras de milho começam a entrar em fase reprodutiva no Corn Belt. A visão geral é de que os principais estados produtores apresentam níveis de umidade acima do normal. O USDA indica que mais de dois terços das lavouras apresentam condição boa ou excelente e 19% da área se encontra sob experiência de seca.
O petróleo – que exerce influência direta na competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho – operava próximo à estabilidade, com o mercado ainda mensurando o impacto do fim do cessar-fogo sobre o fluxo de energia pelo Estreito de Ormuz.
No radar, o avanço da colheita da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e a lentidão dos trabalhos de colheita na Argentina, embora os desempenhos produtivos estejam melhores este ano.