Milho registra perdas em Chicago nesta 5ª feira

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (18) em queda moderada de 3,50 pontos e 0,83%, cotado a US$ cents 417,50/bushel; o vencimento de setembro caiu 4,25 pontos e 0,99%, a US$ cents 425,25/bushel. No entanto, na semana, os futuros acumularam ganhos de 1,15% e 1,07%, respectivamente.

Amanhã (19), as negociações estarão suspensas na CBOT em virtude do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos.

Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pela desvalorização do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

O mercado também seguiu de olho no desenvovimento da safra 2026/27 no Corn Belt, cuja colheita já foi concluída e mais de 90% das lavouras já entraram em fase de emergência.

Boletim diário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostra que as tempestades registradas durante a última noite provocaram danos localizados por ventos fortes e granizo do leste de Iowa até o sul de Ohio.

Nesta quinta-feira, predominou-se um tempo fresco e seco sobre a maior parte dos estados produtores, embora a maioria das culturas de verão do Meio-Oeste ainda conte com níveis de umidade do solo adequados a abundantes após os recentes episódios de tempo severo.

Em 14 de junho, mais de dois terços das lavouras de milho (68%) dos Estados Unidos foram classificadas em condições boas a excelentes.

O USDA também publicou mais cedo que os registros de vendas para exportação no ano comercial 2025/26 somaram 1,157 milhão de toneladas na semana encerrada em 11 de junho, superando o volume registrado na semana anterior. Para entrega na temporada 2026/27, os registros de vendas para exportação somaram 519 mil toneladas no período. Ambos os desempenhos vieram dentro do esperado pelo mercado.

Limitando maiores ganhos, o USDA relatou uma venda individual de 285,775 mil toneladas de milho para o México, com entrega programada para o ano comercial 2026/27.

No radar, o início da colheita da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progresso dos trabalhos de campo na Argentina.