Milho registra leve queda em Chicago na volta do feriado

Às 9h50 (horário de Brasília) desta segunda-feira (22), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava leve queda de 2,25 pontos e 0,54%, cotado a US$ cents 415,25/bushel; o de setembro recuava 1,50 ponto e 0,35%, a US$ cents 423,75/bushel.

Na quinta-feira (18), o vencimento de julho cedeu 0,83%, a US$ cents 417,50/bushel, e o de setembro caiu 0,99%, a US$ cents 425,25/bushel. As negociações estiveram suspensas na sexta-feira (19) em virtude do feriado de Juneteenth.

Nesta manhã, os preços seguiam a tendência baixista das últimas semanas, com o mercado pressionado pela ampla oferta global do cereal e de olho no desenvolvimento da nova safra nos Estados Unidos.

Após o encerramento das negociações, o Departamento de Agricultura (USDA) publicará os boletins semanais com os estágios e condições das lavouras norte-americanas. A última atualização apontava o plantio já encerrado e mais de 90% da área em fase de emergência; além disso, quase 70% das lavouras apresentavam condições boas e excelentes, amostra em linha com o registado na última temporada.

No próximo dia 30, sai o relatório anual de área plantada do USDA, o que pode dar algum suporte aos preços do cereal, tendo em vista a expectativa de uma área semeada menor do que a divulgada em março, no relatório anual de intenção de plantio.

Daqui a pouco, o USDA divulga o relatório semanal de embarques, importante indicador da demanda internacional pelo milho dos EUA.

Quanto ao clima, alerta diário do Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) mostra que tempestades e inundações repentinas seguem atingindo importantes estados produtores, como o Missouri, Illinois e Indiana.

Na América do Sul, a colheita da safra 2025/26 de inverno ganha ritmo no Brasil, com a produção devendo alcançar 112 milhões de toneladas, o segundo maior volume da história, atrás apenas da última safra, segundo projeção da DATAGRO Grãos.

Já na Argentina, a colheita da safra 2025/26 se aproxima de metade da área cultivada, com a projeção menos otimista, do USDA, apontado para uma colheita de 61 milhões de toneladas. Entidades agrícolas locais, como a Bolsa de Cereais de Buenos Aires e a Bolsa de Comércio de Rosário, estimam a produção em 64 e 68 milhões de toneladas, respectivamente.