Às 9h36 (horário de Brasília) desta segunda-feira (1º), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava leve alta de 0,24%, cotado a R$ 65,58/saca. O vencimento de setembro avançava 0,19%, a R$ 68,23/sc.
Na sexta-feira (29), o contrato de julho do milho fechou baixa moderada de 0,74%, cotado a R$ 65,42/saca. Já o vencimento de setembro recuou 0,93%, a R$ 68,10/sc.
Nesta manhã, os preços internos eram sustentados por um movimento de ajuste nas posições, tendo em vista a baixa das cotações nos últimos dias.
No entanto, os futuros eram pressionados pelo recuo moderado dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT), bem como pela queda do câmbio, fator que diminui a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação.
No campo, o início da colheita da segunda safra do grão, em importantes estados produtores do Centro-Sul do Brasil, também exercia pressão sobre as cotações do cereal.
Órgãos locais como o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e o Departamento de Economia Rural (Deral) relataram que os trabalhos já tiveram início na última semana no Mato Grosso e no Paraná, ainda de forma incipiente.
A DATAGRO Grãos projeta que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior. Boa parte dessa perda, porém, deve ser compensada pela safra de verão, cuja produção saltou 14%, para 28,9 milhões de toneladas, no ciclo 2025/26.
No radar, os investidores acompanham o andamento dos trabalhos de colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina, que já ultrapassou os 34% da área cultivada do cereal.