O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (29) em forte baixa de 9,00 pontos e 1,97%, cotado a US$ cents 446,75/bushel; o vencimento de setembro caiu 8,50 pontos e 1,83%, a US$ cents 455,75/bushel. Na semana, os futuros acumularam perdas de 3,56% e 2,98%; no mês de maio, de 5,90% e 5,00%, respectivamente.
Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pela forte queda do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho, e pela desaceleração da demanda internacional.
O departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou pela manhã que as vendas líquidas de milho para exportação no ano comercial 2025/26 somaram 1,015 milhão de toneladas na semana encerrada em 21 de maio, volume 52% menor na comparação com a semana anterior e 30% abaixo da média das últimas quatro semanas. Para entrega no ano comercial 2026/27, foram registradas vendas líquidas de 618,6 mil toneladas na última semana.
O mercado também esteve atento à finalização do plantio da safra 2026/27 no Corn Belt e às condições climáticas para o desenvolvimento das lavouras. Em seu boletim climático de hoje, o USDA relatou que o tempo predominantemente ensolarado e as temperaturas dentro da média sazonal favorecem o rápido avanço do plantio e da emergência do milho no Corn Belt, embora o calor de 32°C já tenha alcançado a parte superior do Meio-Oeste dos EUA.
“A seca de curto prazo – nos últimos 30 dias – em muitas áreas produtoras do oeste e do norte contrasta com o clima úmido registrado no mesmo período no Vale do Ohio e regiões vizinhas”, afirma o USDA.
O Drought Monitor de ontem mostrou que 25% das lavouras de milho estão em áreas que experienciam algum grau de seca, mesmo nível observado na semana passada e levemente acima dos 23% registrado em igual período da temporada anterior.
No radar, o início da colheita da segunda safra no Brasil – que responde por cerca de 80% da oferta nacional – e o progresso dos trabalhos de campo na Argentina. Na segunda-feira (1º), o USDA divulgará o relatório semanal de embarques e o boletim atualizado com os estágios e condições das lavouras norte-americanas.