Milho recua quase 2% em Chicago nesta 5ª feira

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (11) em forte baixa de 7,25 pontos e 1,73%, cotado a US$ cents 411,75/bushel; o vencimento de setembro caiu 7,75 pontos e 1,81%, a US$ cents 420,00/bushel. Na semana, os futuros acumulam perdas de 1,38% e 1,64%, respectivamente.

Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pelas novas projeções apresentadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu relatório mensal de oferta e demanda (Wasde).

Entre os principais destaques, o departamento manteve sua estimativa para a safra 2026/27 de milho dos EUA em 406,29 milhões de toneladas, mas revisou para cima suas projeções para os estoques finais das temporadas 2025/26 e 2026/27.

A nível global, o USDA elevou a projeção de produção na safra velha de 1,312 para 1,326 bilhão de toneladas e na safra nova de 1,295 para 1,300 bilhão de toneladas.

Os estoques globais de milho estão projetados em 281,22 milhões de toneladas ao final da temporada 2026/27 (dado revisado de 277,54 mi de t), ante 303,36 milhões de toneladas ao término de 2025/26 (dado revisado de 296,95 milhões de toneladas no relatório anterior).

Ademais, o USDA também elevou a estimativa da safra 2025/26 de milho do Brasil e da Argentina para 138,00 e 61,00 milhões de toneladas – aumentos de 3,00 e 2,00 milhões de toneladas, respectivamente, ante a leitura de maio. Para a temporada 2026/27, o departamento projeta a produção brasileira do cereal em 139,00 milhões de toneladas, e a argentina, em 55,00 milhões de toneladas.

Paralelamente ao Wasde o USDA reportou que os registros de vendas para exportação na safra 2025/26 totalizaram 1,0 milhão de toneladas na semana encerrada em 4 de junho, volume 13% maior em relação à semana anterior, mas 15% abaixo da média das últimas quatro semanas. As vendas líquidas para a safra 2026/27 totalizaram 926,9 mil toneladas no período.

As atenções do mercado seguiram ainda de olho nas condições climáticas predominantemente favoráveis ao desenvolvimento da safra 2026/27 no Corn Belt. O Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) aponta para a ocorrência contínua de chuvas em diversas áreas agrícolas, incluindo alguns pontos de Iowa e Illinois, embora parte dessas precipitações devam vir acompanhadas de condições climáticas severas.

O petróleo voltou a cair mais de 2% no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho. Já o DXY, índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais, operou em alta durante todo o dia.